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  Campanha presidencial vira ‘guerra santa’ entre católicos e protestantes no Brasil
 
No Brasil, a campanha eleitoral deste ano para presidente, governadores dos Estados, senadores e deputados federais e estaduais virou ‘guerra santa’ entre as igrejas católica e protestante, quanto ao apoio ou não à candidata indicada e apadrinhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff.

No Brasil, os protestantes se auto-denominam evangélicos, mas existe milhares de denominações e ramificações, entre elas outras milhares de seitas fanáticas, cujos líderes (bispos, pastores, apóstolos, missionários, obreiros, e outras patentes hierarquias) figuram diariamente no noticiário policial da imprensa nacional e respondem a um assustador volume de processos criminais e civis na Justiça.

Desde a sua fundação, em 1982, o PT, partido do presidente Lula e de Dilma Rousseff, uso a Igreja Católica como uma espécie de ‘muleta’ política para chegar ao poder em 2002, elegendo Lula presidente da República.

Alastradas por todo o território nacional, as poderosas comunidades eclesiais de bases da Igreja Católica foram as grandes e decisivas formadoras de opinião política usadas pelo presidente Lula para seduzir o eleitorado dos grandes bolsões de pobreza das regiões metropolitanas e do decisivo colégio eleitoral do Nordeste do país e se eleger presidente da República, duas vezes.

No poder, políticos do PT, partido do presidente Lula e de Dilma Rousseff, de caçadores de corruptos passaram a ser caçados, dia e noite, e se tornaram alvos de denúncias diárias da imprensa por conta de escândalos de corrupção e acusação de desvio de dinheiro público.

Acusada de responsável pela ascensão do PT e do presidente Lula ao poder no Brasil, a Igreja Católica deu início a uma estratégica retida do cenário político brasileiro, se declarando neutra nos processos eleitorais.

Até então, milhares de igrejas e seitas protestantes/evangélicas brasileiras, que sempre se postaram contra o PT e o presidente Lula, acusando-os de inimigos do evangelismo, optou por não emitir opiniões políticas, e trabalhar nas suas bases para eleger seus representantes no Congresso Nacional, Assembléias Legislativas Estaduais, e até dois governadores, Anthony Garotinho e sua mulher, Rosinha, no Rio de Janeiro.

A gota d’água que rompeu de vez as relações entre a Igreja Católica e o PT, partido do presidente Lula e de Dilma Rousseff, sua candidata a presidente da República surgiu em dezembro de 2009, quando o presidente Lula assinou decreto que tornou lei a terceira etapa do Plano Nacional dos Direitos Humanos (PNDH-3), fato que gerou, de imediato, uma reação em cadeia entre militares e a igreja católica em todos os cantos do Brasil.

Fonte: Pravda / JovemX.com
  29/07/10

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